Ruta 40 - Aventura em dez dias

Ruta 40 - Aventura em dez dias
Clique na foto para ir ao comentário - Resumo da viagem

Preparativos para a Ruta 40 - Argentina




No próximo dia 05/09, um Grupo de doze experientes motociclistas parte para Rio Gallegos-AR, para iniciar um dos mais difíceis roteiros, que é percorrer a Ruta 40 de ponta a ponta, iniciando pelo lado sul.

Pelas pesquisas realizadas, não foi constatado alguém que tenha feito de moto, esse trajeto, integralmente. Dos onze primeiros pretendentes, cinco desistiram, face as adversidades que ela apresenta.

A viagem, que terá a duração de treze dias, será realizada com seis motos BMW's, cinco KTM's e uma Tiger. Ela foi idealizada pelo Alexandre Moller (Casa das Máquinas/KTM) e teve uma grande aceitação entre os BMW Riders – Brasil (clique para entrar no site), eis que do Grupo de 12, dez são Riders.

O percurso de 5.224 km, sendo aproximadamente dois mil de estrada de chão (rípio) e distância de até 400km sem abastecimento, da Ruta 40, entre o pé do farol do Cabo Virgenes (no extremo sul do litoral de Santa Cruz) até a Quiaca (em Jujuy), une três regiões geográficas: o Norte (províncias de Jujuy, Salta, Tucumán e Catamarca), Cuyo (La Rioja, San Juan e Mendoza) e a Patagônia (Neuquén, Rio Chubut e Santa Cruz), entre frios extremos e sol abrasador, vergéis e desertos, precipícios e planícies e vida exuberante, passando por trinta latitudes, atravessa dezoito rios importantes, cruza duzentas e trinta e seis pontes, passa por sessenta localidades e treze grandes lagos e salinas, sobe do nível do mar a quase 5.000 m. de altura e se une com suas vinte e sete passagens pela Cordilheira dos Andes.
O clima frio e seco, com temperaturas médias de 10º centígrados no Verão e 0º centígrados no Inverno, mas com uma amplitude anual que pode variar entre os 30º e os -20º. O vento é uma constante na Patagônia, especialmente na Primavera e no Verão, com chuva e neve nos pontos mais altos. A influência marítima sobre a região torna o clima imprevisível. O maior receio dos aventureiros é a chuva constante que assola a Patagônia nessa época do ano. Para o primeiro dia de aventura 06.09.09 a previsão metereológica entre Rio Gallegos e El Calafate é: parcialmente nublado, com ventos de noroeste de 18 km/h, mínima de -1º. negativo e máxima de 7º. O nascer do sol se dará às 8:00hs e o anoitecer às 19:11hs.
Outra preocupação dos motociclistas é com os cortes e furos nos pneus, além de sua durabilidade, é claro, pois em algumas partes existem cascalhos lascados que cortam facilmente, além de pregos em pontes de madeira. Para tanto, entre suas ferramentas, estão as que possibilitam o conserto no próprio local, não dependendo de borracheiros.
Por outro lado, a paisagem exuberante e virgem da viagem, compensam o esforço.
Os aventureiros, "GALO's PRETO's DE PÉ VERMELHO" estão listados: Alexandre Moller, Andre Gatti, Artur Vontobel, Carlos Deboni, Carlos Eduardo Grafulha, Fernando Ribeiro, João Artur Bortoluzzi, Jose Ary Barão, Laury Koch, Otto Gerhardt, Roberto Diel e Vicente De Benedictis.
No curriculum de alguns desses integrantes podemos encontrar: Patagônia em julho de 2005 quando trafegaram com temperaturas de até oito graus negativos e a travessia de Rio Branco-AC à Machu Picchu-PE, por estrada de chão na floresta amazônica e as subidas e descidas da Cordilheira dos Andes.
O retorno está previsto para o dia 18/09, partindo de Salta-AR.

Alguns filmes sobre a situação da Ruta 40 podem ser encontrados na internet. Clique sobre os títulos abaixo:

Eles fazem rally com 12 dias e nós percorremos em 10 dias:

Jornal Cronista

Com chuva

Rípio no Sul

Tempestade de areia na Ruta 40

Atolado na Ruta 40

Ruta 40 para El Calafate

Sul da Ruta 40

Chubut - Ruta 40

Ruta 40 Mendoza

Ruta 40 Norte

Ruta 40 Norte 1

Laury

Moto viajante

23/11/2009

Buenas tardes estimado LAURY:


Durante mi pasado reciente Tour por Argentina, Brasil y Uruguay, mi hija Anita me escribio estas lineas en nuestro blog.

Realmente lo encuentro muy bonito asi es que quiero compartirlo con Uds. y tal vez alguien lo pueda bien traducir al portugues

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Hace muchos años que soy motoviajera pasiva acompañando a mi padre en sus aventuras, y aunque no entiendo mucho del ABS, de inyección ni de cilindradas, disfruto tanto de la vida sobre la moto como ustedes. Para ustedes, motoviajeros, he escrito esto con toda mi admiración.


Caballero, idealista, aventurero, leal. A veces sus misiones son en solitario, otras con sus camaradas, pero siempre vuelve a su castillo. Cambió la espada por el pasaporte, cambió el escudo por una sonrisa, cambió a las estrellas por el GPS y las espuelas por la bencina. Pero sigue siendo el mismo, listo para recorrer tierras lejanas y desconocidas, defensor del necesitado, protector del bien y enemigo del mal, contemplador de la naturaleza, un héroe. Cambió la escudería, pero su esencia es la misma.

Es el motoviajero, nuestro caballero moderno, la encarnación del mito que alguna vez nos hizo soñar y llenarnos de idealismo. En el ruido del motor podemos escuchar los cascos del caballo contra el suelo, y en su casco vemos el anonimato en búsqueda de trascendencia. El cruzado de hoy no hace la guerra; en su solitario camino busca unirse con el otro, vincular experiencias. Este caballero ve en el otro a un igual, sin importar el color de su escudo o el tamaño de su montura.

El motoviajero herido o necesitado encontrará un amigo en cada rincón del mundo. El alma de un caballero vale más que su origen, y sus acciones son como las ondas sobre el agua, la ayuda que provea tendrá siempre más efectos de los que pueda imaginar. Tú, motoviajero, eres más que tú mismo: representas un ideal, a una orden que no tiene límites geográficos, étnicos ni religiosos. Eres un ejemplo para el hombre desprovisto de ruedas o limitado por cuatro, que no ve más que sus pies ni más allá del parabrisas. Tú, amigo, eres la brisa; te mueves con el viento, libre e indomable.

Sigue tu camino, motoviajero, hacia el horizonte donde el cielo se junta con la tierra, para que puedas, al volver, describírselo al desafortunado que no puede o no quiere verlo.
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Un MotoAbrazo desde Iquique
Cordiales saludos / Best Regards / Mit freundlichen Grüssen
JORGE NEIRA HERNÁNDEZ
Iquique - Chile
http://www.sammotos.cl/ www.samltda.cl

Tradução:


Por muitos anos como motoviajante passiva estou acompanhando meu pai nas suas aventuras, e embora eu não entenda muito de ABS, injeção ou cilindrada, quero aproveitar a vida com a moto como você. Para você motoviajante, eu escrevi isto com toda a minha admiração.

Cavalheiro, idealista, aventureiro, leal. Às vezes, as suas missões são solitárias, outras com seus companheiros, mas sempre retorna ao seu castelo. Ele trocou a espada pelo passaporte, seu escudo por um sorriso, as estrelas pelo GPS e espada pela gasolina.

Mas permanece o mesmo, pronto para viajar para terras distantes e desconhecidas, defensor dos necessitados, protegendo do bem e inimigo do mal, contemplador da natureza, um herói. Ele mudou a equipe, mas sua essência é a mesma.

É ele motoviajante, nosso cavaleiro moderno, a personificação do mito que alguma vez fez-nos sonhar cheios de idealismo. No barulho do motor, podemos ouvir os cascos de cavalo contra o chão, e no seu capacete vemos o anonimato em busca da transcendência. O cavaleiro de hoje não faz a guerra; em seu caminho solitário procura unir-se a outros, trocando experiências. Este cavaleiro vê o outro como um igual, não importa a cor do seu escudo ou o tamanho de sua montaria.

O motoviajante ferido ou necessitado encontrará um amigo em cada canto do mundo. A alma de um cavaleiro vale mais do que a sua origem, e suas ações são como as ondas na água, a ajuda que prestam sempre terá mais efeitos do que você pode imaginar. Você, motoviajante, é mais do que você mesmo: representa um ideal, uma congregação que não tem fronteiras geográficas, étnicas ou religiosas. Vocês são um exemplo para o homem desprovido de rodas ou delimitadas por quatro, que não vê mais do que seus pés nem mais além do pára-brisa. Você, amigo, você é a brisa, você se move com o vento, livre e indomável.

Siga o seu caminho, motoviajante, em direção ao horizonte onde o céu se junta com a terra, para poder, ao retornar, descreve-lo aos desafortunados que não podem ou não querem vê-lo.

Visita por países desde 11.12.2009


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