Ruta 40 - Aventura em dez dias

Ruta 40 - Aventura em dez dias
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Ruta 40 - Cafayate - La Quiaca - Quebrada de Humahuaca - dia 16.09.2009

Esse, com segurança, foi o trajeto mais longo de rípio e com maiores dificuldades.
Acordamos cedo e já estavamos rodando às 7:15hs.

Hotel em Belén


De início, uma estrada normal. Mas, conforme iamos nos distanciando de Cafayate, as dificuldades surgiam.
Numa altura de 2020 metros, entre os coloridos da Cuesta de Miranda, numa extensão de 11,5km há, nada mais, nada menos, do que 320 curvas. O que representa uma em cada 37 metros.

Nesse filme (clique aqui), dá para ter uma idéia da altura dos precipícios:



A lástima foi o Chakal não ter nos acompanhado, pois esqueceu a máquina fotográfica da calçada em frente ao hotel e, quando já havia andado uma meia hora, teve que voltar para procurá-la. Sem exito, é claro. Por essa razão, creio que seu trabalho restou prejudicado, pois não teve como obter imagens dessa nossa proeza, no percurso mais extenso e cansativo, que exigiu dos pilotos muita perícia e concentração além, é claro, de resistência física..
A sorte é que todos tiraram muitas fotos.


A Gruta com a Santa

Caco
Eu

Eu

Roberto


O acidente com o Roberto, o qual, para não se incomodar, desembolsou duzentos pesos. Vale lembrar, que nesse tipo de acidente não há culpado, pois as curvas são tão fechadas, sem visualização e estreitas, que a constatação do trafego de outro veículo se dá em, no máximo, cinco metros



Depois disso ingressamos no parque El Acay

Eu




A partir desse momento, começamos a subir o Abra del Acaya

O Abra del Acay pode ser o ponto mais alto do mundo, de uma Estrada Nacional. É no Departamento de La Poma, na Província de Salta, Argentina, cerca de 30 km a sudeste de San Antonio de los Cobres. Suas coordenadas geográficas são 24° 23'S 66 ° 14'W / S 24,383 ° 66,233 ° W / -24,383, -66,233 Coordenadas: 24 ° 23'S 66 ° 14'W / S 24,383 ° 66,233 ° W / -24,383, -66,233, e sua altura (medida pelo GPS) é 5061 m, apesar de um sinal velho informa os visitantes, que atinge 4.895 m.

O Abra del Acay foi inaugurado no dia 08/07/1960, após três anos de construção.

Esta parte não pavimentada da Estrada Nacional 40 só é adequada para todos os veículos 4X4, com exceção de alguns meses no ano, quando as condições meteorológicas e de manutenção para os veículos normais de trânsito. A inclinação da estrada de 4,5% e a redução de oxigênio devido a altitude difículta a travessia, tanto para veículos e seres humanos.

As inúmeras curvas de 170 graus, em elevação e com inclinação negativa, recheadas de pedras, fazem a "felicidade"dos pilotos. Afora isso, peraus de 200/300 metros, sem qualquer proteção, chegam a assustar até os mais experientes.




No quilômetro 4601 da ruta 40, enfim alcançamos o topo mais alto da Ruta 40.

Entre uma leve nevasca, ar rarefeito  e curvas tipo cotuvelo. Qualquer esforço, o menor que seja, como simplesmente descer da moto, já exigia todo o cuidado. Eu tive que abrir a frente do meu capacete por duas vezes, pois não conseguia respirar o suficiente.
Diversas vezes já estive em altitudes, mas a subida rápida ocasionada pela estrada "vertical" fez com que minhas articulações inchassem e ficassem doloridas.
Além do mais, frio de três graus negativos e vento forte, faziam com que a sensação térmica fosse muito menor. Todos, sem exceção, tiravam poucas fotos e tratavam de descer, para conseguir respitar melhor e não passar tanto frio.


Laury a 5000 metros de altitude




João Artur
Caco




Nossa descida foi tranquila, até o momento em que nosso combustível começou a dar sinal de que precisavamos de "posto de servicio". Nisso, ao cruzar o Paso de Jama, encontramos dois motociclistas argentidos que me cederam dois litros de gasolina.


Prosseguindo viagem, a moto do Caco acendeu a luz do combustível. Os dois economizando, vinhamos num ritmo lento nas coordenadas S 22º58`21.4" e W 065º48`37.8", numa altitude de 3572 metros, quando passei por uma valeta e senti que alguma coisa estava freando a roda traseira.




Vejam onde quebrou e o que tem, digo, o que não tem, ao redor.



Consegui parar minha moto e, para minha triste conclusão, havia quebrado a balança traseira. Tentamos achar uma solução com um pedaço de madeira, mas nada havia por perto. Então, antes das 17:30hs achamos melhor que o Caco fosse para Abra Pampa, para buscar uma camionete. E eu fiquei lá, no meio de raios e trovões. Isso mesmo, o dia era de excessão, pois nessa época do ano não chove.
Eu com minha angústia e tristeza, de estar a poucos metros de finalizar a viagem. Sendo a única moto que não teve, até aquele momento, qualquer problema, inclusive pane seca.

Nisso, já haviam se passado quase uma hora, quando o James e depois o  Barão passaram afirmando irem buscar ajuda. Aos dois, solicitei para irem auxiliar o Caco para arrumarem uma camionete para levar a minha moto, pois achava que estava muito demorado. Nisso, apareceu o Roberto, que ficou comigo e informou que o João Artur tinha caido e quebrado a moto, mas estava bem e havia ficado numa casa de moradores locais. Pensei comigo, ele está abrigado.

A noite começou a chegar e, junto com ela, o frio. E a demora para notícias, também. Bem como, nem notícias do Chakal. Nisso, avistamos uma luz, vindo da mesma direção. Era um micro ônibus, lotado de moradores locais. Consegui uma carona e deixei a moto. O Roberto foi na frente.
Tive sorte, pessoas simples mas muito boas e prestativas. Como um casal de franceses que parou antes, e queriam, de alguma forma ajudar.
Entrei no micro e me fui, deixando para trás a minha querida companheira de viagem. Mas não havia solução, pois numa altitude de mais de 3500 metros, quando o sol se põe, o frio é muito intenso.


Quando entramos do asfalto em direção a Abra Pampa, local onde todos ficaram de localizar um transporte, vinha o Grupo no sentido contrário. Perguntados sobre a ajuda, me informaram que haviam contratado uma F1000 para me buscar. Falei sobre a KTM do João e me disseram que tranquilamente, caberiam as duas.

Nisso chegou o transporte.

Mas as adversidades não haviam se encerrado. O motorista, trafegava a mais de 80km por hora, numa F1000 caindo aos pedaços e dizendo ser um ótimo "coche". Quando já haviamos nos deslocado uns dez quilometros, distância suficente para não ter sinal de celular, um parafuso que liga a barra de direção se soltou e nós fomos "ao mato". Não, não é gozação. A camionete atravessou uma valeta de mais de um metro de profundidade e foi lançada para o alto, tirando as quatro rodas do chão. Ao cair, atirou-se para todos os lados, mas felizmente, não capotou. Após refeitos do susto, ele deitou-se sob o veículo e o consertou. Pelo visto já tinha prática.



Pensam que parou por aí. Não. depois do "conserto" e de volta na estrada, andamos mais uns cinco minutos e apagou os faróis. Dá uma batidinha no painel, capô, faróis e nada. troca fusíveis, e tudo no maior breu.

Então, arranca a fiação e liga um farol direto na bateria. Pelo menos, o nosso amigo, não era burro.

Nisso, eu estava sem comer desde às 07 horas e tinha bebido, durante todo o dia, meio litro d'água. Me lembrei que tinha colocado na jaqueta, uma barrinha para o caso de emergência.

Seguimos viagem e chegamos na minha moto, a qual, por sorte, estava no mesmo lugar. Concluimos que as duas não caberiam na caçamba. Nisso, um amigo do motorista, com um pequeno caminhão, passou por nós, nos ajudou a colocar minha moto na camionete e, se prontificou a buscar o João.

Mais tranquilo, sabendo que o socorro já estava a caminho do amigo, começamos o retorno lento. Antes do asfalto,o Chakal nos encontrou e já estava carregando o Joao Artur e sua moto. Só que não tinha espaço para a minha GS.

Todos muito apressados, sugeriram que eu deixasse a minha moto com o motorista, que depois constatei que furtou o meu boné. Então, nem pensar. Nisso, descobrimos que seu irmão tinha uma camionete e que poderia me levar.

O Chakal desceu para ajudar. O João disse que não tinha condições de mexer a perna.

Feito o transbordo da moto, o Chakal e demais passageiros foram embora, ficando eu com os dois irmãos, negociando o meu frete e o do João.

Devo ter chegado no hotel por volta das 01:15hs, sendo recebido pela recepcionista a qual mostrava-se surpresa, pois "sus amigos informaram que osted no chegaria". hehehe.

O hotel onde o João Artur intencionava passar a noite.





A foto abaixo, foi tirada às 17:07hs.



História de La Quiaca

La Quiaca é uma cidade de fronteira com a Bolívia, juntamente com a cidade de Villazón através de uma ponte internacional de trabalho concreto onde Alfândega e Imigração.

Em 1908 os trilhos da Estrada de Ferro Central do Norte chegou a Puna para a fronteira, fronteiras da estação foi construído um viaduto e de três arcos sobre o rio de Quiaca, dando a estação o nome do rio faz uma fronteira natural. Ao longo do tempo o Quiaca cresceu, tornando-se mais importante do meio-século vigésimo. POr outro lado, ao mesmo tempo a cidade de Villazón, cujo nome foi dado em homenagem ao presidente da Bolívia, Eliodoro Villazón.

Quiaca é a inexorável passagem do povo das montanhas, com toda a diversidade de guarda-roupa. É a única cidade no Puna norte, tem todos os serviços básicos para a comodidade dos turistas, um dos maiores assentamentos no noroeste da Argentina.
Próximo de La Quiaca reside outra grande cidade que também faz parte do circuito Grand do Puna, chamado Yavi, notável pelo seu conteúdo histórico interessante.
A cidade está ligada à capital de San Salvador de Jujuy através de uma linha de ônibus que faz a rota não é tão comum por Yavi, Barrios e caranguejos perseguindo um RN de n º 40.
Entre o segundo eo terceiro domingo de outubro, moradores de congragan os locais mais distantes da região para fazer uma data no Fiesta de la Manca Olla ou Fiesta, uma grande celebração da província.
A cidade torna-se relevante na área da paisagem maravilhosa da Puna e também por possuir infra-estrutura para hospedagem, gastronomia e possibilidades de caminhadas boas, como a observação da flora e da fauna no Lago do Pozuelos.

Um comentário:

  1. .............VIAJAR SEMPRE É DEMAIS...VOLTEI DA REGIAO DOS LAGOS CHILE/ARGENTINA DE CAMIONETE... 10PUNTO...QUERO FAZER A RUTA 40 DE NORTE AO SUL..ABRAÇOS..JAIME TRÊS PASSOS R/S

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