Ruta 40 - Aventura em dez dias

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Moto viajante

23/11/2009

Buenas tardes estimado LAURY:


Durante mi pasado reciente Tour por Argentina, Brasil y Uruguay, mi hija Anita me escribio estas lineas en nuestro blog.

Realmente lo encuentro muy bonito asi es que quiero compartirlo con Uds. y tal vez alguien lo pueda bien traducir al portugues

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Hace muchos años que soy motoviajera pasiva acompañando a mi padre en sus aventuras, y aunque no entiendo mucho del ABS, de inyección ni de cilindradas, disfruto tanto de la vida sobre la moto como ustedes. Para ustedes, motoviajeros, he escrito esto con toda mi admiración.


Caballero, idealista, aventurero, leal. A veces sus misiones son en solitario, otras con sus camaradas, pero siempre vuelve a su castillo. Cambió la espada por el pasaporte, cambió el escudo por una sonrisa, cambió a las estrellas por el GPS y las espuelas por la bencina. Pero sigue siendo el mismo, listo para recorrer tierras lejanas y desconocidas, defensor del necesitado, protector del bien y enemigo del mal, contemplador de la naturaleza, un héroe. Cambió la escudería, pero su esencia es la misma.

Es el motoviajero, nuestro caballero moderno, la encarnación del mito que alguna vez nos hizo soñar y llenarnos de idealismo. En el ruido del motor podemos escuchar los cascos del caballo contra el suelo, y en su casco vemos el anonimato en búsqueda de trascendencia. El cruzado de hoy no hace la guerra; en su solitario camino busca unirse con el otro, vincular experiencias. Este caballero ve en el otro a un igual, sin importar el color de su escudo o el tamaño de su montura.

El motoviajero herido o necesitado encontrará un amigo en cada rincón del mundo. El alma de un caballero vale más que su origen, y sus acciones son como las ondas sobre el agua, la ayuda que provea tendrá siempre más efectos de los que pueda imaginar. Tú, motoviajero, eres más que tú mismo: representas un ideal, a una orden que no tiene límites geográficos, étnicos ni religiosos. Eres un ejemplo para el hombre desprovisto de ruedas o limitado por cuatro, que no ve más que sus pies ni más allá del parabrisas. Tú, amigo, eres la brisa; te mueves con el viento, libre e indomable.

Sigue tu camino, motoviajero, hacia el horizonte donde el cielo se junta con la tierra, para que puedas, al volver, describírselo al desafortunado que no puede o no quiere verlo.
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Un MotoAbrazo desde Iquique
Cordiales saludos / Best Regards / Mit freundlichen Grüssen
JORGE NEIRA HERNÁNDEZ
Iquique - Chile
http://www.sammotos.cl/ www.samltda.cl

Tradução:


Por muitos anos como motoviajante passiva estou acompanhando meu pai nas suas aventuras, e embora eu não entenda muito de ABS, injeção ou cilindrada, quero aproveitar a vida com a moto como você. Para você motoviajante, eu escrevi isto com toda a minha admiração.

Cavalheiro, idealista, aventureiro, leal. Às vezes, as suas missões são solitárias, outras com seus companheiros, mas sempre retorna ao seu castelo. Ele trocou a espada pelo passaporte, seu escudo por um sorriso, as estrelas pelo GPS e espada pela gasolina.

Mas permanece o mesmo, pronto para viajar para terras distantes e desconhecidas, defensor dos necessitados, protegendo do bem e inimigo do mal, contemplador da natureza, um herói. Ele mudou a equipe, mas sua essência é a mesma.

É ele motoviajante, nosso cavaleiro moderno, a personificação do mito que alguma vez fez-nos sonhar cheios de idealismo. No barulho do motor, podemos ouvir os cascos de cavalo contra o chão, e no seu capacete vemos o anonimato em busca da transcendência. O cavaleiro de hoje não faz a guerra; em seu caminho solitário procura unir-se a outros, trocando experiências. Este cavaleiro vê o outro como um igual, não importa a cor do seu escudo ou o tamanho de sua montaria.

O motoviajante ferido ou necessitado encontrará um amigo em cada canto do mundo. A alma de um cavaleiro vale mais do que a sua origem, e suas ações são como as ondas na água, a ajuda que prestam sempre terá mais efeitos do que você pode imaginar. Você, motoviajante, é mais do que você mesmo: representa um ideal, uma congregação que não tem fronteiras geográficas, étnicas ou religiosas. Vocês são um exemplo para o homem desprovido de rodas ou delimitadas por quatro, que não vê mais do que seus pés nem mais além do pára-brisa. Você, amigo, você é a brisa, você se move com o vento, livre e indomável.

Siga o seu caminho, motoviajante, em direção ao horizonte onde o céu se junta com a terra, para poder, ao retornar, descreve-lo aos desafortunados que não podem ou não querem vê-lo.

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